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 Bullying institucional

 

 

 

Quando investigo sobre  bullying, procuro,  identificar e observar , nas instituições o aspecto  prático, o dia á dia de suas relações e atitudes,qual a realidade e o trato que se dá ao tema.Confesso, que a prática me encanta ,pois denuncia de fato os detalhes ,os cuidados e atenção ao comportamento e a qualidade das relações humanas.Nas pesquisas de campo sobre bullying, encontro  grupos, mais atento a terminologia, outros, se fecham no conceito e outros confusos, diante do que realmente é bullying. Afinal todo tipo de constrangimento, seria bullying? 

O Silêncio do Bullying:

Na prática e em leituras técnicas e científica,  classificam como toda e qualquer forma de violência, no qual a agressão é algo, tramado, organizado, com o propósito real de ofender e constrangir,o indivíduo seja de forma grupal ou individual.Dei-me conta que bullying, passa em todas as organizações grupais,formais ou informais, algumas de forma mais intensa outras mais amena,mas algumas demonstram um  desinteresse, falta de atenção, ou mesmo descaso, por parte dos responsáveis e autoridades institucionais, que acabam rotulando o bullying  de "brincadeira",que no qual ,acabo percebendo, que é parte também da instituição o reforço,a porta aberta á violência ,reforçando a  baixa da alto-estima da vítima(s), não atuando no combate e até mesmo na prevenção.Encontrei instituições que reconhecem casos de bullying nas relações de trabalho, mas a visão empresarial , o medo de alertas que podem levar os trabalhadores a criar ações na  justiça, contra a instituição, acaba motivando a omissão dos profissionais de RH ,como dos empresários.No Brasil, atualmente ,passa a funcionar a Lei anti bullying,no qual pude perceber em algumas instituições, principalmente as escolas, um silêncio, proibitivo, onde a censura é praticamente,lida e vista nos olhos e na fisionomia das pessoas,mas me pergunto: será que com a chegada da lei, que deveria, fazer o papel do justo, acaba retornando ao campo, a censura das palavras, do dizer, da denúncia? O pior, é perceber que algumas destas instituições se negam até  abrir os canais de comunicação, seja com seus clientes, seja com os profissionais, seja com a comunidade.

Mas nem tudo esta perdido:

Pude detectar , qualidade de vida, em instituições com bullying, pois bem encontrei, as duas situações caminhando juntas, sendo que no caso de instuições com  um maior grau de atuação em qualidade de vida, o bullying, ganha um interesse mais intenso dos dirigentes,no caso do combate e estratégias de neutralização.Isto me deixa otimista ,quanto o olhar ,pois como é na vida real, o bem e o mal, caminham juntos, sendo que ,a diferença se faz no interesse ,atenção e atuação para combater o mal, o negativo ,fortalecendo o bem e a saúde nas relações humanas e a instituição. 

 Me foi possível ,participar como observadora de workshop, de adolescentes, realizado por Luz Marina, um grupo dentro de uma escola, outro de uma comunidade e ambos os grupos, puderam falar de bullying, tanto como experiência pessoal , como  vítima, assim como no papel do agressor, mas o que me dei conta , que havia um certo desconhecimento, do que realmente é este tema, muitas vezes, classificavam como brincadeiras,ou mesmo uma forma de se relacionarem em uma selva de pedras,mas o que mais me encantou, é ter percebido a transparência destes adolescentes, ao tratar de questões, que vão desde o bem até o mal e com o olhar responsável de cidadania.

                                                                         A Educadora que faz a diferença:

Em entrevista que particularmente, muito me acrescentou e encantou ,com a professora e psicóloga Adriana Cordeiro, que agradeço pela cordial atenção e por me fornecer esta entrevista exclusiva, no qual  atua e desenvolve um projeto governamental , Pró-escola,  com alunos entre 16 anos e adultos no período noturno,na cidade de Niterói( RJ) ela relata casos também de bullying, mas a política do programa educacional, consegue, inverter a questão de forma inteligente e educativa, com foco, nos aspectos cultural e social destes grupos.Diz a professora Adriana:"a prática do bullying é velada, ela passa acontecer,longe dos olhos do educador,nós não fomos preparados para o tema, a vítima perde força ,os expectadores, se inibem e os agressores, se fortalecem, mas quando abrimos o tema na sala de aula, de forma clara e transparente,o quadro se inverte,assim como se inibe os agressores.A linha que separa o bullying da "brincadeira ",é muito delicada e sensível pois também depende de como o indivíduo ( a vítima),sente a situação.É normal que os jovens façam brincadeiras entre si,mas quando icomoda o outro ,ou mesmo passa a ser ofensivo e humilhante aí é bullying e assim penso de como é  'importante uma cultura de PAZ...".Leia a entrevista na íntegra >CLIQUE AQUI

 Também pude estudar instituições que trabalham com idosos e pude encontrar casos que no momento, estavam dando os devidos cuidados, mas por trabalharem com o tema de qualidade de vida e bem estar, a conduta, era investigativa e educativa, tanto para o grupo de profissionais assim como com os idosos, procurando através de palestras e atuação de grupos operativos,combater o que ,para eles não é visto como uma "brincadeira".

Durante o período da missão Luz, me deparei com uma matéria jornalística sobre bullying, resolvi incluir neste artigo, como também uma ferramenta de informação e alerta,para os interessados pelo tema:

 

 Eliana Salgado

 

 ESTES GRUPOS DIZEM NÃO AO BULLYING

     Agradeciementos especiais:

     Casa Convívio, Espaço Aberto Escola,Comunidade do Fonseca,professora Adriana Cordeiro.